• Fábio Leite

O Yoga em minha vida


Para a estreia de minhas palavras aqui no site da querida Casa Gaia, elenquei diversas temáticas para iniciar algumas conversas que já a algum tempo rondam minhas reflexões. Mas na última semana de outubro, no I Fórum de Mulheres da Bacia de Campos, ouvi algo que mudou um pouco esse meu iniciar por aqui. Ouvi algo que me libertou e me levou a sentir os aromas frescos e revigorantes de um passado muito feliz. Ouvi que eu podia escrever meus textos acadêmicos em primeira pessoa! como sujeito presente na pesquisa (papo de professor universitário, relevem, por favor, rs). Parece uma coisa boba, mas resgatar nossa própria narrativa talvez nos ajude mais e melhor nesse aprofundamento de quem realmente somos nós. Tem me ajudado pensar sob essa perspectiva.

Diante disto resolvi começar falando da minha relação com o Yoga e de como tem sido o caminhar nesse caminho. Talvez alguém se identifique, se reconheça. Tenho aprendido que nos reconectamos muito mais pelas nossas vivências reais, com todos os erros e equívocos que elas têm, do que pelas nossas vitórias, que as mais das vezes nos apresentam como uma espécie de super-humanos, coisa que não somos.

Encontrei o yoga bem de levinho, como muitas outras pessoas, através do livro do professor Hermógenes. Na verdade eu via o livro aqui e ali, nas livrarias; lia algumas páginas na casa de um amigo; folheava acolá alguns capítulos, numa espécie de flerte. Estava sempre viva em minha mente a ideia de praticar Yoga, não sei bem precisar porquê.

Na época, na minha mente, tinha o entendimento de yoga como somente a prática dos àsanas, uma espécie de ginástica com a participação da mente, acalmando-a através das posturas e respirações. Entendia que havia alguma ligação com a construção, o desabrochar da minha espiritualidade, mas basicamente meu entendimento não ia muito além de uma "ginástica espiritualizada".

Me casei e fui morar em um bairro no subúrbio do Rio de Janeiro. Nas minhas andanças pelo bairro (sempre gostei muito de andar e fazer minhas coisas a pé), me deparei com uma placa, em um prédio no segundo andar de um banco escrito "Escola Jaya de Yoga Clássica - Hatha Yoga". Aquela placa não me saiu mais da cabeça. Foi como encontrar a fonte de todas as felicidades e que tinham ficado em um passado de sonhos. Era como se esses sonhos se materializassem na minha frente. Algo me conduziu até aquela sala, até àquela escola. Uma sala comercial, comum. Tive uma recepção amorosa, atenciosa e isso me marcou. Tomei nota dos valores, dias e horários, e levei para casa.

Por um bom tempo aquele papel ficou fixado em um quadro de avisos, feito de cortiça que eu tinha em um lugar de trabalho em minha casa. Todos os dias, entre um plano de aula e outro - pois sou professor - eu namorava aqueles horários e me vinha uma sensação de necessidade... necessidade de estar lá.

As semanas se passaram - a vida vai se enrolando e nos envolve nesse rolo, né? - até que decidi (porque para algumas coisas só uma decisão pode realizar as revoluções necessárias na nossa vida). Fui fazer minha primeira aula experimental. Que magia aconteceu. Reconheci músculos que sequer sabia que existiam... Um bem-estar, um bem-querer me invadiu e tomou conta. Não... não podia mais deixar essa prática sair da minha vida. Me matriculei e assim foram pelo menos 1 ano e meio de práticas, até eu ingressar em outros afazeres que não me permitiam mais ter horários compatíveis.

Passaram-se os anos e a vida me trouxe a Macaé. Aqui conheci o Vedanta - um papo para um outro artigo - a meditação e comecei a procurar lugares e horários para fazer a prática que sempre me ronda as aspirações. Conheci aqui em Macaé a Casa Gaia, Espaço Ganesha. Firmei raíz na casinha laranja (Casa Gaia), que brilha em iluminação e amor e até hoje prossigo lá, construindo, passo a passo, com muita amorosidade, minha prática cotidiana.

O Yoga me levou a ser vegetariano, o Yoga me levou a ser um estudante de Ayurveda, o Yoga me levou a ser Terapeuta Floral... O Yoga me reconecta à minha essência. Me trouxe de volta à tona, para dia-a-dia aprimorar cada vez mais esse olhar para o que é de fato real. "Nem apego, nem aversão".

Às vezes, confesso, a mente nubla novamente - a vida vai embrulhando, lembra? - e fico um tempo longe da prática, que deve ser diária, com boa dose de austeridade e suavidade ao mesmo tempo. Mas ele está sempre lá: o Yoga... como porto... e sempre que volto é uma felicidade imensa.


Harih Om

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